Sérgio Guilherme Gollnick - Textos, opiniões, debates, fotos, curiosidades e tudo mais que tenha haver com o cotidiano, a arquitetura, o urbanismo, as políticas públicas, as tecnologias e demais aspectos relacionados com a vida nas cidades.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
PIADA OU VERDADE?
A professora pergunta na sala de aula:
- Pedrinho qual a profissão de seu pai?
- Advogado, professora.
- E a do seu pai, Marianinha?
- Engenheiro.
- E o seu, Aninha?
- Ele é médico
-E o seu pai, Joãozinho, o que faz?
-Ele... Ele é dançarino numa boate gay!
- Como assim? (pergunta a professora, surpresa)
- Fessora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas ; os homens passam a mão nele e poem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos Joãozinho
Ela caminha até o garoto e novamente pergunta:
- Menino, o seu pai realmente faz isso?
- Não, fessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar :
Ele é Deputado Federal..... Mas dá uma vergonha falar isso na frente dos outros !!!
E não esqueça, a eleição está chegando:
"O Congresso Nacional é um local que:
- se gradear vira zoológico,
- se murar vira presídio,
- se colocar uma lona em cima vira circo,
- se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo
e se der descarga não sobra ninguém."
Vote Certo, vote em pessoas nas quais você confiaria o seu filho.
O TRAM DE STRASBOURG
Em 1990, ou seja, há exatamente 20 anos atrás, tive o privilégio de conhecer o Studio Neermann, do designer Philippe Neermann, que desenvolveu um projeto revolucionário para um "novo bonde urbano", o VLT (veículo leve sobre trilhos) de Strasbourg. Três anos depois, o projeto estava implantado e, a primeira linha do "EuroTram" de Strasbourg, como é chamado por lá, estava em operação. Fui então conhecer “in loco” este projeto no ano de 1994 e desde lá nunca mais a imagem do VLT, especialmente aquele, saiu da minha mente.
Outro bom exemplo: um dos mais completos e modernos sistemas de transporte do mundo, da cidade de Paris, que integra metrô, ônibus e VLT tem uma tarifa de 1,14 euros para as zonas 1 a 3 que atendem a uma população de aproximadamente 1,3 milhões de habitantes. Adquirindo um cartão para o mês (sem limitação de viagens) o custo é de 67 euros e, se comprada para 1 ano (sem limitação de viagens) o usuário pagará 556 euros, ou seja, aproximadamente 0,76 euros por viagem = 2,28 reais. As zonas 4 a 6 integram as cidades dos arredores de Paris tem uma tarifa diferenciada, pois passa a interrelacionar com o trem metropolitano, chamado de RER e, pela extensão do serviço e do custo operacional, o preço é obviamente maior.
O efeito inovador e qualificador desta modal de transporte público sobre a cidade foi imediato, e assim até hoje permanece sendo, renovado e ampliado constantemente. O projeto de Strasbourg para a Europa quebrou um paradigma. Até então, grande parte dos planos de transportes urbano público para cidades de médio porte tinham sua principal matriz energética os derivados de petróleo. Hoje, 16 anos depois de implantado o Tram de Strasbourg, nada menos que 280 cidades somente na Europa estão planejando, implantado ou já implantaram este sistema de bondes urbanos modernos e, invariavelmente, todas elas tem na modal e na matriz energética a linha e a lógica do planejamento e da requalificação urbana.
Pois bem, então eu tenho que discordar de algumas afirmações de que o VLT não é viável no Brasil ou em Joinville, minha cidade, justificadas estas afirmativas de que o tamanho do sistema, o número de habitantes ou ainda o número de passageiros não é suficientemente grande e, portanto, venha a ser um fator determinante para a inviabilidade deste tipo de modal de transporte moderno. Não é! Das 280 cidades que citei anteriormente, 70% tem população e número de passageiros menor que a população de Joinville e de muitas outras cidades do Brasil e ainda, menor demanda por transporte público. Esta demanda tem duas óticas distintas. Lá a proposta é oferecer um meio de transporte confiável, moderno e atraente para reduzir o número de viagens individuais e qualificar a cidade. Aqui, o transporte é uma necessidade, um fator de equilíbrio e justiça social, podendo ainda agregar os fatores europeus.
Faço aqui, como exemplo uma relação de cidades e sua população - Nantes-Fr (270 mil), Narbonne-Fr (45 mil), Freiburg-Al (220 mil), Florença-It (365 mil), Nancy-Fr (150 mil), e outras que implantaram o VLT nos últimos 15 anos ou, estão em fase de implantação, como é o caso de Florença na Itália. Algumas cidades resgataram através do projeto o bonde que havia sido extinto em meados do século passado por força dos fabricantes de chassi e carrocerias de ônibus, como aqui. A propósito, a cidade de Strasbourg tem na sua área urbana 270 mil habitantes, mas o sistema do VLT atende uma área metropolitana com aproximadamente 700 mil habitantes.
Outra curiosidade sobre Strasbourg é que antes da implantação do seu VLT, o sistema de transporte público urbano transportava 2,1 milhões de passageiros mês e, logo no primeiro ano de operação do VLT, este número passou para 5,8 milhões. Hoje o sistema de transporte atende mais 12 milhões de passageiros por mês, sendo a principal modal da mobilidade urbana.
Há duas semanas estive em Strasbourg e não pude deixar de utilizar o VLT. Paguei para andar neste fantástico sistema de transporte uma tarifa de 1,2 euros, ou seja, aproximadamente 3,6 reais (tarifa sem redução). Se adquirisse um cartão para o mês (sem limite de número de viagens) pagaria 67 euros ou o equivalente a 200 reais. Imaginando que aqui eu utilize o transporte em duas viagens por dia, por 30 dias, pagaria aproximadamente 140 reais. Pois bem, se analisarmos todos os aspectos que envolvem este sistema, do investimento á integração multimodal, da modernidade a longevidade que traduzem qualidade ao sistema de transportes de Strasbourg, as considerações que vem sendo levantadas sobre inviabilidade não tem lógica.
O custo do transporte urbano deve ser analisado por diversas óticas e não apenas pelo custo da tarifa. Cada passageiro que o sistema passa a transportar significa um carro ou uma moto a menos no trânsito. Pelo lado dos impactos econômicos e ambientais são diversos os benefícios e todos eles devem fazer parte da análise de viabilidade.
Quebrar paradigmas nas questões e problemas urbanos deve ser um ato consciente de inteligência, planejamento, arrojo e coragem, sempre de forma responsável e com a concordância de quem será o beneficiário. Governos devem enxergar o futuro e não um mandato. Eis porque estamos andando à ré, ainda sobre chassis de caminhão encarroçados para transportar pessoas, movidos a óleo diesel de quinta categoria. E para isto, pagamos muito caro.
A lógica da análise sobre o transporte público aqui na minha cidade e neste país está equivocada. Focar a política de transporte unicamente pelo lado do custo, da carga tributária, ou da falta de viabilidade, como tem sido apregoado nas desculpas dos últimos tempos, me parece que virou a tábua de salvação pela falta de propostas consistentes e bem planejadas. Talvez o mais certo é que o excesso de conivência entre governos e fabricantes de chassis, carrocerias e operadores concessionários façam com que os sistemas de transporte públicos urbanos ofereçam unicamente privilégios a quem dele aufere lucros.
Sérgio Guilherme Gollnick
postado origininalmente no blog Viver Urbanamente - http://gollnick.blog.terra.com.br/2009/06/08/o-tram-de-strasbourg/
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
PLANO DIRETOR - EM JOINVILLE O NEGÓCIO É DIFERENTE
JUSTIÇA BARRA REVISÃO DO PLANO DIRETOR EM SÃO PAULO
Fonte: Jornal da Tarde.
Fonte: Jornal da Tarde.
Tiago Dantas
A Justiça determinou ontem a suspensão do projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico da Capital (PDE) e ordenou que a população seja incluída na discussão da lei, que servirá para organizar o crescimento da cidade nos próximos dez anos.
A decisão foi tomada pelo juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública, ao julgar uma ação civil pública movida, em 2 de abril de 2008, pelo Instituto Polis e pela União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior.
O magistrado questionou a utilidade das quatro audiências públicas organizadas por Prefeitura e Câmara dos Vereadores ano passado – uma em cada região do município. Nas ocasiões, os cidadãos tinham dois minutos para se pronunciar. “Há de se afirmar que dois minutos, de qualquer ângulo que se veja, é período deveras muito curto para que se possa formular uma opinião útil e construtiva”, afirmou Porta, na decisão.
“O juiz foi sábio. Não adianta fazer audiência em linguagem cifrada, em que as pessoas entram mudas e saem caladas e onde não se explica o que está sendo discutido”, opina a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, professora da USP. “O processo de revisão do Plano Diretor foi marcado por atropelos e erros. Deveria ter sido precedido de uma avaliação do plano que está em vigor”, completa.
Com validade até 2012, o atual PDE entrou em vigor em 2002, durante a gestão Marta Suplicy (PT). Na sentença de ontem, o juiz argumenta que alguns instrumentos do PDE ainda nem entraram em vigor, “a exemplo do parcelamento ou utilização compulsório do solo ou edificação, sob pena de IPTU progressivo”.
Relator da minuta de substitutivo ao PDE e líder do governo na Câmara, o vereador José Police Neto (PSDB) afirmou que precisa tomar conhecimento do processo para “discutir o assunto”. “Se precisar fazer as discussões de novo, vamos fazer”, garante Neto. Segundo ele, foram feitas reuniões em 31 subprefeituras, além das quatro audiências públicas citadas pelo juiz Porta. A transcrição das reuniões está no site da Câmara.
A revisão do PDE estava prevista para ser votada na Câmara antes da Copa do Mundo. Em junho, 207 entidades civis assinaram um manifesto contra o projeto. A bancada do PT questionou a divisão da cidade em macroáreas, que determinam quais bairros terão mais prédios e em quais deles a urbanização será freada.
EM JOINVILLE O NEGÓCIO É DIFERENTE
O Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável de Joinville consumiu cinco meses de intensos debates entre os 48 delegados, representantes dos segmentos da sociedade, democraticamente eleitos, foi promulgado com alterações arbitrárias do executivo em 2008. Passados já dois anos, sem nem sequer estar regulamentado, o Plano Diretor é uma espécie de imbróglio, pois não existiu e nem parece existir por parte do Poder Executivo vontade em dar prioridade à implementação das leis regulamentadoras.
Penso que tudo está voltado a uma questão de paternidade.
Por quê? Porque alguns diretores e técnicos do IPPUJ não reconhecem a origem do Plano, como sendo “ippujiano”, nascido das cabeças iluminadas ali colocadas como cargos de confiança e, portanto, não fazem a menor questão em dar prioridade ao seguimento da regulamentação de um documento que é rico e inovador em conceitos para regular e protagonizar o desenvolvimento urbano em bases sustentáveis.
Penso também que os tecnocratas e alguns políticos, pouco afeitos aos debates, sequer leram o Plano Diretor na sua integridade, não compreendendo assim o seu enunciado. Pensam de forma territorial, numa visão única de ocupação e adensamento territorial, sem muito ponderar os resultados e muito menos as premissas.
Ao mesmo tempo, setores ligados a especulação imobiliária, donos de terras urbanas ociosas, políticos, empresários que usam o elevador privativo do paço e alguns investidores não desejam o Plano pressionando, com uma alta taxa de sucesso, para que o executivo continue a fazer remendos na atual lei de zoneamento atendendo apenas objetivos mais do que específicos.
Exemplo disto é que o Conselho da Cidade, ao invés de discutir a regulamentação do Plano Diretor, passa a ser o novo canal de demandas específicas, aprovando mudanças na lei de zoneamento para atendimento a interesses privados e não coletivos. Não só isto, o conselho passou a ser o canal para aval dos projetos de desenho urbano, uma tarefa que não cabe a nobre missão a que o Conselho foi designado, desviando-se cada vez mais, de forma conveniente aos gestores urbanos, das suas reais finalidades
Se em São Paulo a justiça tem sido atenta em não permitir que o tecnocracismo e a facilitação aos interesses de especuladores superem os interesses coletivos aqui, o Ministério Público e a Justiça fazem vistas grossas às diversas denúncias de exarcebação das competências ou omissão deliberada do executivo em não aplicar os conceitos da democracia participativa contidas no Estatuto das Cidades para a definição das leis e regulamentos do Plano Diretor local.
Em recente entrevista à TV Cidade, o presidente do IPPUJ declarou que os regulamentos do Plano Diretor serão remetidos ao Conselho da Cidade para análise, documentos que estão sendo elaborados nos aquários do IPPUJ sob a interpretação dos que ali habitam onde nenhum foi assíduo participante nem delegado eleito nas oficinas do Plano Diretor. Tudo isto se dará sem a necessária consulta em forma de audiências públicas, fazendo imaginar que uma nova lambança está sendo preparada. Deixará deliberadamente, com um explícito contorno de escaramuça, a cargo da Câmara de Vereadores o abacaxi para ser descascado. O Conselho da Cidade, por sua vez, que deixou de ser um espaço onde se pratica o exercício da democracia participativa, passando a ter “donos” e, deverá receber minutas de leis a seu gosto, pois estes “donos” darão o tom do conteúdo da lei.
Cada vez mais tenho a convicção de que estamos sob a égide de um golpe, um golpe contra a democracia, contra aqueles que depositaram seu voto num governo que prometeu o debate e o diálogo e covardemente se esquiva de protagonizá-lo, usando de artifícios verbais muito conhecidos da sociedade joinvillense quando a intenção é fazer uma nuvem de fumaça toda vez que surgem os erros, equívocos e mentiras.
Penso que tudo está voltado a uma questão de paternidade.
Por quê? Porque alguns diretores e técnicos do IPPUJ não reconhecem a origem do Plano, como sendo “ippujiano”, nascido das cabeças iluminadas ali colocadas como cargos de confiança e, portanto, não fazem a menor questão em dar prioridade ao seguimento da regulamentação de um documento que é rico e inovador em conceitos para regular e protagonizar o desenvolvimento urbano em bases sustentáveis.
Penso também que os tecnocratas e alguns políticos, pouco afeitos aos debates, sequer leram o Plano Diretor na sua integridade, não compreendendo assim o seu enunciado. Pensam de forma territorial, numa visão única de ocupação e adensamento territorial, sem muito ponderar os resultados e muito menos as premissas.
Ao mesmo tempo, setores ligados a especulação imobiliária, donos de terras urbanas ociosas, políticos, empresários que usam o elevador privativo do paço e alguns investidores não desejam o Plano pressionando, com uma alta taxa de sucesso, para que o executivo continue a fazer remendos na atual lei de zoneamento atendendo apenas objetivos mais do que específicos.
Exemplo disto é que o Conselho da Cidade, ao invés de discutir a regulamentação do Plano Diretor, passa a ser o novo canal de demandas específicas, aprovando mudanças na lei de zoneamento para atendimento a interesses privados e não coletivos. Não só isto, o conselho passou a ser o canal para aval dos projetos de desenho urbano, uma tarefa que não cabe a nobre missão a que o Conselho foi designado, desviando-se cada vez mais, de forma conveniente aos gestores urbanos, das suas reais finalidades
Se em São Paulo a justiça tem sido atenta em não permitir que o tecnocracismo e a facilitação aos interesses de especuladores superem os interesses coletivos aqui, o Ministério Público e a Justiça fazem vistas grossas às diversas denúncias de exarcebação das competências ou omissão deliberada do executivo em não aplicar os conceitos da democracia participativa contidas no Estatuto das Cidades para a definição das leis e regulamentos do Plano Diretor local.
Em recente entrevista à TV Cidade, o presidente do IPPUJ declarou que os regulamentos do Plano Diretor serão remetidos ao Conselho da Cidade para análise, documentos que estão sendo elaborados nos aquários do IPPUJ sob a interpretação dos que ali habitam onde nenhum foi assíduo participante nem delegado eleito nas oficinas do Plano Diretor. Tudo isto se dará sem a necessária consulta em forma de audiências públicas, fazendo imaginar que uma nova lambança está sendo preparada. Deixará deliberadamente, com um explícito contorno de escaramuça, a cargo da Câmara de Vereadores o abacaxi para ser descascado. O Conselho da Cidade, por sua vez, que deixou de ser um espaço onde se pratica o exercício da democracia participativa, passando a ter “donos” e, deverá receber minutas de leis a seu gosto, pois estes “donos” darão o tom do conteúdo da lei.
Cada vez mais tenho a convicção de que estamos sob a égide de um golpe, um golpe contra a democracia, contra aqueles que depositaram seu voto num governo que prometeu o debate e o diálogo e covardemente se esquiva de protagonizá-lo, usando de artifícios verbais muito conhecidos da sociedade joinvillense quando a intenção é fazer uma nuvem de fumaça toda vez que surgem os erros, equívocos e mentiras.
Sérgio Gollnick
arquiteto e urbanista
Temperos e Apimentadas - Meira Júnior
No blog Temperos e Apimentadas, do Meira Júnior, ilhéu consagrado, saem lembranças que normalmente calam na curta memória do povo catarinense.
PINHÃO NA CHAPA - A FALSA MODERNIDADE
O ex-governador Luiz Henrique, em dois mandatos, não conseguiu deixar uma grande obra para os catarinenses. Com um discurso da falsa modernidade, sombreou a transparência e varreu a sujeira embaixo do tapete. Modernidade? Governo eletrônico? Ora, como haveria modernidade e transparência sem o Diário Oficial eletrônico? É evidente que faltou transparência. Mas também faltou com o respeito necessário aos cidadãos. Foram muitos os escândalos envolvendo, direta ou indiretamente, o governo de LHS. Ao contrário do comportamento que se espera dos homens públicos, LHS nunca veio a público explicar ou justificar alguma coisa. Afinal, quem não deve não teme.
A INAUGURAÇÃO
Aproveitando algumas escalas no Brasil, o ex-governador Luiz Henrique montou uma parceria com o itinerantíssimo prefeito Dário Berger. Foram cúmplices no Escândalo Bocelli, dentre outros episódios. Mas não podemos esquecer que a dupla LHS-Dário é responsável pela mais importante obra nos últimos 100 anos: o Metrô de Superfície. Foram incansáveis na busca do melhor modelo e, para tal, visitaram sistemas de transporte ferroviário por todo planeta. Com a audácia que acompanha arrojados homens públicos, anunciaram, projetaram e reiteraram a inauguração para 2010. E será inaugurado em 2010. Ou alguém poderia duvidar de LHS? Só falta definirem a data.
GRANA DO ALDINHO?
Lembram daquele assessor especial da Fazenda? Aquele que se revezava entre os dólares e os rapazes. Aquele que era um caixa dois oficial. Foi pego pela Polícia Federal com uma grana preta sem destino e sem origem. Pois é. A grana do Aldinho sempre foi um mistério. Ou uma lógica desproporcional. Aldinho teve um padrinho. Agora estaria retribuindo. Até porque a grana seria para a campanha mesmo. Tem candidato a deputado do Norte demonstrando um bom fôlego financeiro. Parece que o Aldinho também tinha outras malas. Com fins óbvios e destinos idem.
ESPETO CORRIDO - A BENGALADA
A prepotência e o egoísmo político são marcas indeléveis ex-governador Luiz Henrique. Para fortalecer sua candidatura ao Senado, estraçalhou seu partido, o PMDB, e atropelou o PSDB. O PMDB ficou rachado e algumas lideranças já correm foram dos trilhos de LHS. Agora o troco vem dos tucanos. Além de vários focos de rebeliões, também o governador Leonel Pavan está com a vingança engatilhada. Uma bengalada seria o comportamento natural para quem teve seu destino político alterado por manobras ardilosas. Depois de usado e abandonado, dificilmente Pavan estaria empolgado com a candidatura do Raimundo. O apoio à Angela pode enxaguar a alma dos tucanos.
APIMENTANDO a CONVERSA...
APIMENTANDO a CONVERSA...
Aqui na minha Joinville fui diversas vezes vítima daquilo que chamavam de "Choque de Desenvolvimento", uma espécie slogan muito afeito a alguns políticos que gostam de frases de efeito e de efeitos especiais, cujo mote é plantar um pensamento de "Unanimidade" enfiando continuadamente falsas promessas e falsas verdades "Goela Abaixo", a tal ponto que a mais nova faça esquecer a mais velha, fazendo meus conterrâneos crer que estávam no céu, num mundo onde tudo era perfeito.
Por conta da tal "unanimidade", que jamais poderia ser questionada, ganhamos um Centreventos, aquele ginásio metido a besta, capenga e inacabado; ganhamos a nova fábrica da Antártica que foi instalada lá no estado de São Paulo, ganhamos uma montadora de carros inglêsa que foi instalada na China, ganhamos a Arena Joinville, um campo de futebol com uma arquibancada mais do que comum a preço de estádio da Copa de 2014 e, depois de 4 anos, já está e parecendo com o Coliseo de Roma, um obra em franco estado de ruínas.
Por conta da tal "unanimidade", que jamais poderia ser questionada, ganhamos um Centreventos, aquele ginásio metido a besta, capenga e inacabado; ganhamos a nova fábrica da Antártica que foi instalada lá no estado de São Paulo, ganhamos uma montadora de carros inglêsa que foi instalada na China, ganhamos a Arena Joinville, um campo de futebol com uma arquibancada mais do que comum a preço de estádio da Copa de 2014 e, depois de 4 anos, já está e parecendo com o Coliseo de Roma, um obra em franco estado de ruínas.
Não canso de passear pela "Costa do Encanto" fazendo rallye nos lamaçais de Itapoá ou nas dunas de Barra do Sul; fico encantado com a rapidez que hoje é ir a São Chico, na 280 duplicada que permite fluidez aos caminhões e turistas; me causa especial prazer entrar no "Mega Centro" (putz, aqui o cara realmente se passou) participar das semanais feiras e congressos num ambiente climatizado, de construção sustentável e moderna, típico das obras de primeiro mundo; ao final da tarde vou passear pelas largos e bem planejados passeios da "Via Gastronômica". UFA!
Fico entusiasmado vendo o Cachoeira fétidamente limpo após as obras que se originaram do empréstimo de US$ 100 milhões do BID (o chamado Projeto Joinville feito pelo Freitag, engavetado pelo rei). Afinal quem dá bola para um esgotinho básico aqui na "Cidade das Flores" que mal e porcamente trata 10% da merda que produz?
Por fim, agora sei porque a nossas estações de integração do transporte coletivo se parecem com a Estação Ferroviária e com o prédio do Corpo de Bombeiros Voluntários. É para simbolizar a lentidão e o inferno que é pegar zarcão nesta "Cidade dos Príncipes", que até nisto é mentirosa, pois aqui nunca aportou nenhum, só o rei...
Nelson Rodrigues tinha razão: "Toda unanimidade é burra"
Vote Certo - Vote para Mudar. Renove, reflita sobre o que fizeram por e para você melhorar sua vida que não tenha sido por sua própria conta. Olhe ao seu entorno, veja se sua cidade está bem cuidada e atendida em saúde, segurança, educação, mobilidade, lazer, respeito ao meio ambiente, saneamento e tudo que de alguma forma faça parte daquilo que pode lhe dar maior qualidade de vida.
Qualidade de vida não é ter um carro novo ou uma TV LCD de 50 polegadas.
Qualidade de vida é sair de casa para caminhar sem ter medo de assalto, é caminhar pela rua em calçadas seguras, é dispor de sombra, é poder ir ao Proto Socorro e ser "prontamente" atendido. É não ver crianças mendigando na rua nem traficantes querendo corromper seu filho a ser dependente das drogas. Qualidade de vida é saber que seu esgoto está sendo tratado e assim, você estará contribuindo para melhorar o meio ambiente. Qualidade de vida é ter servidores públicos capazes e em pleno regime de trabalho para servir a você em suas necessidades básicas, assim como você trabalha para contribuir com impostos para pagar os salários destes servidores. Qualidade de vida é algo muito especial e, para que seja alcançada, precisamos ter alguém que seja honesto e que da política não tenha seu único sustento, já que ser um político não é buscar um emprego, é doar-se para melhorar a vida dos cidadãos. Pense nisto!
Vote Certo - Vote para Mudar. Renove, reflita sobre o que fizeram por e para você melhorar sua vida que não tenha sido por sua própria conta. Olhe ao seu entorno, veja se sua cidade está bem cuidada e atendida em saúde, segurança, educação, mobilidade, lazer, respeito ao meio ambiente, saneamento e tudo que de alguma forma faça parte daquilo que pode lhe dar maior qualidade de vida.
Qualidade de vida não é ter um carro novo ou uma TV LCD de 50 polegadas.
Qualidade de vida é sair de casa para caminhar sem ter medo de assalto, é caminhar pela rua em calçadas seguras, é dispor de sombra, é poder ir ao Proto Socorro e ser "prontamente" atendido. É não ver crianças mendigando na rua nem traficantes querendo corromper seu filho a ser dependente das drogas. Qualidade de vida é saber que seu esgoto está sendo tratado e assim, você estará contribuindo para melhorar o meio ambiente. Qualidade de vida é ter servidores públicos capazes e em pleno regime de trabalho para servir a você em suas necessidades básicas, assim como você trabalha para contribuir com impostos para pagar os salários destes servidores. Qualidade de vida é algo muito especial e, para que seja alcançada, precisamos ter alguém que seja honesto e que da política não tenha seu único sustento, já que ser um político não é buscar um emprego, é doar-se para melhorar a vida dos cidadãos. Pense nisto!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O DIFÍCIL EXERCÍCIO DA CIDADANIA
O tema da cidadania é um dos mais importantes e necessários no estabelecimento de políticas e ações públicas nas cidades. A cidadania como uma condição humana de consciência politica e social traz em si um ideal de bem-estar e felicidade. O ponto central desta condição está na participação, no nível de consciência política, no grau de igualdade ou eqüidade, no grau de liberdade, no nível de garantia de um conjunto de direitos e no grau de acessibilidade a bens, serviços equipamentos sociais.
Cidadão de hoje é o indivíduo normatizado conformado pelo desenvolvimento material e cultural da sociedade a que pertence, oriundo de acordos regidos por um contrato social. O exercício da cidadania cada vez mais depende da condição material e cultural do indivíduo, da posição social que ele ocupa na sociedade e do nível de participação nas decisões que definem os rumos nas diferentes escalas sociais e geográficas da comunidade local.
A cidadania na Grécia antiga surge de um encontro político entre a cidade e o seu território na polis ou Estado. A expressão polis, que daria origem à palavra política (politikos: adjetivo que queria dizer “relativo à ‘polis”), designava ao mesmo tempo a Cidade, seu território, e o seu poder político, o Estado, de tal modo que um não era concebido sem o outro. Assim, na língua grega, polis é ao mesmo tempo uma expressão geográfica e uma expressão política, é a Cidade-Estado.
A idéia de cidadão, o“animal cívico” no dizer de Aristóteles, estava fortemente associada à noção de pertencimento a uma comunidade geograficamente demarcada pelos contornos da polis. Esta situação é completamente distinta do que observamos hoje, quando “o simples nascer investe o indivíduo de uma soma de direitos, apenas pelo simples fato de ingressar na sociedade humana” (SANTOS, 1987).
No seu livro A Política, Aristóteles exemplificaria, assim, as virtudes que fazem o cidadão e o homem de bem:
A cidadania, portanto, não implicava a homogeneidade de funções e a igualdade de virtudes, mas não podia existir sem a noção de pertencimento a uma comunidade, o espírito de bem comum e a segurança do Estado.
A Cidade é desaguadouro inevitável do desenvolvimento natural do homem, como também nela estão contidas os ideais de bem estar e felicidade. A cidadania tem uma dimensão cívica, que pressupõe o estabelecimento de regras de convivência enquadradas nos padrões culturais. Embora ligada aos direitos civis e, ao mesmo tempo, à cultura, expressa-se, sobretudo, como deveres que, na origem, seriam a expressão dos limites impostos pela existência e o respeito comum dos indivíduos estabelecidos nos laços de sociabilidade.
Mas a cidadania tem se desviado cada vez mais a um contexto de exacerbação do individualismo, associado ao marketing e a midia, aumentando o isolamento e destruindo os laços de sociabilidade. Assim perdemos a noção de "pertencimento", sem a qual cessam as motivações para a preservação da cidadania.
Pensamentos e Citações
A política surge no entre-os-homens; portanto, totalmente fora dos homens.
Por conseguinte, não existe nenhuma substância política original. A política surge no intra-espaço e se estabelece como relação.
(Hannah Arendt)
Hannah Arendt (Hanôver, 14 de Outubro de 1906 — Nova Iorque, 4 de Dezembro de 1975) foi uma teórica política alemã, muitas vezes descrita como filósofa, apesar de ter recusado essa designação. Emigrou para os Estados Unidos durante a ascensão do nazismo na Alemanha e tem como sua magnum opus o livro "Origens do Totalitarismo".
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
BELEZA E QUALIDADE
*Artigo publicado originalmente no O Globo de 24/07/2010
Ao sobrevoarmos São Paulo nos impressiona a massa infinita de altos edifícios. Em Belo Horizonte ou Curitiba temos modelo semelhante, embora menos radical. Nessas cidades, o edifício alto é hegemônico na definição da imagem urbana.
Em A arquitetura da cidade, o professor italiano Aldo Rossi avalia que as cidades são constituídas por um tecido urbano genérico que é pontuado por edificações excepcionais, as quais ajudam a compor a identidade coletiva. É o modelo de Paris: o tecido é constituído por edificações com seis andares. Em pontos especiais, reforçados pelos bulevares, se localizam edifícios que se caracterizam pela qualidade, uso ou significado, não necessariamente por tamanho e altura.
Nova York é outro caso de interesse. Seus arranha céus se organizam entre ruas e avenidas, as quais constituem também a imagem ambiental da cidade. O traçado do espaço público não submerge aos altos edifícios.
Esses exemplos evidenciam a diversidade na conformação das cidades e o desempenho das edificações no reconhecimento coletivo.
No Rio, a simbiose entre geografia e arquitetura define a multiplicidade morfológica que caracteriza a cidade. Os indivíduos arquitetônicos não são mandatários do ambiente construído. Não há uma imagem arquitetônica prevalecente. O conjunto, cada conjunto urbano, é o principal agente. Talvez por isso é que os cariocas dos anos setenta tenham atendido ao chamado de Millôr Fernandes e do “Pasquim” no combate ao “espigão”, invasor da escala.
No Rio, os edifícios que embasam a identidade cidadã sabem se inserir na ambiência, têm capacidade de se compor com as preexistências. São obras primas de interesse coletivo, como o Outeiro da Glória, Teatro Municipal, igreja da Penha, Central do Brasil, Maracanã, Museu de Arte Moderna, e, com liberdade de interpretação, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Lagoa.
Não obstante, ao intervir na cidade, quiçá definitivamente, a obra de arquitetura não é banal. Pequena que seja, sempre é de interesse coletivo. Ela compõe a complexidade do ambiente urbano. Na Cidade Maravilhosa, cada obra há de aspirar corresponder ao ambiente excepcional que a acolhe.Os arquitetos defendem a escolha dos projetos de obras públicas por concurso. Não será uma opção corporativa, pois implica em uma participação muito maior e mais custosa do conjunto dos profissionais que se habilitam. Certamente, é o reconhecimento da responsabilidade social que a arquitetura retém.
Foram escolhidas por concurso obras-primas como o Monumento aos Pracinhas (arquitetos Marcos Konder e Hélio Ribas Marinho) e o Aeroporto Santos Dumont (arquitetos MM Roberto). Mas, também, são obras-primas outras em que a escolha não o foi por concurso, como o Museu de Arte Moderna (Afonso Reidy) e o Aterro do Flamengo (Burle Marx).
Agora, o Rio terá o Museu do Amanhã, projeto do espanhol Santiago Calatrava. O arquiteto é reconhecidamente competente, seu estudo preliminar tem características excelentes. Precisa ser bem construído, a exemplo da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, de autoria do português Siza Vieira, obra de altíssima qualidade. Não diria o mesmo da Cidade da Música, de Portzamparc. Sugere que o arquiteto francêsficou sem interlocução, levando-o ao exagero programático e projetual.
Por que Calatrava, Siza, Portzamparc, fazem obras tão qualificadoras? Porque são talentosos e em seus países se exercita a cultura arquitetônica — onde, em geral, os projetos úblicos são escolhidos por concurso.
Obras de alta qualidade são fruto dos projetistas, mas igualmente dos seus clientes, atentos à cultura. Nesse particular o concurso é modalidade imbatível, ao reduzir a discricionariedade dos agentes detentores das decisões, nem sempre dedicados à melhor escolha.
No Rio, sendo o espaço coletivo o cerne da ambiência, a qualidade das obras de interesse coletivo é fundamental. Não dá para perder oportunidades, como, infelizmente, constato em ponte ferroviária e outra peatonal construídas recentemente na avenida Presidente Vargas.
Com a Copa de 2014 e com a Olimpíada de 2016 se multiplicarão as possibilidades: novas infra-estruturas — avenidas, passarelas, estações —, vilas residenciais, equipamentos esportivos, edifícios de escritórios, hotéis, a reforma do aeroporto (como será o novo Galeão? Será capaz de mitigar sua atual mediocridade?).
Construir é importante, mas não basta. O carioca merece a garantia de que cada nova obra esteja em sintonia com a beleza e a qualidade do espaço de sua cidade. Não será inédito: é a sua própria experiência de rica arquitetura, a do bom edifício e do bom ambiente urbano, justamente como foi feita a Cidade Maravilhosa.
Sérgio Magalhães é arquiteto.
Email: smc@centroin.com.br
terça-feira, 3 de agosto de 2010
ARBORIZAÇÃO URBANA EM DEBATE - JOINVILLE
A recente discussão em torno da retirada das figueiras na Avenida Hermann Lepper (Beira Rio), as podas das árvores realizadas sem critério pela CELESC e a retirada de árvores na rua XV por conta da reurbanização em Joinville(SC), fez com que viesse à tona um assunto muito importante para quem vive nas cidades, que é a necessidade da arborização urbana. Reproduzo um texto elaborado pela pedagoga Miriam Prochnow em que o assunto toma a mesma dimensão na cidade de Rio do Sul(SC).
Arborização urbana é o conjunto de árvores e arbustos existentes no perímetro urbano de uma cidade, seja em terras públicas ou particulares, que cumprem diversas funções dentro da paisagem, principalmente regulando o microclima das cidades. As áreas de preservação permanente são especialmente importantes, principalmente as margens de rios e as encostas dos morros. Além disso é fundamental observar um bom planejamento para a arborização.
Infelizmente a realidade de nossas cidades não é bem assim. No Brasil, as estimativas mostram que 70% da população vive nos centros urbanos. Com o crescimento das cidades, sem planejamento, as áreas verdes foram substituídas pelas construções e os centros urbanos são hoje caracterizados pela pavimentação e construções, que o impermeabilizam. O município de Rio do Sul não foge à regra.
Os materiais utilizados são vidros, cerâmicas, ferro, asfalto e concreto, que absorvem os raios solares, tornando as cidades muito quentes durante o dia. Além da substituição das áreas verdes pelas construções, há ainda a poluição atmosférica, a hídrica, a visual e a sonora, que torna a qualidade de vida nos centros urbanos, pior do que em ambientes naturais.
Nas áreas construídas a água não penetra no solo, resultando em regiões de baixa umidade relativa do ar. Sem árvores, o clima do centro das cidades se torna bastante árido. As construções, o tráfego intenso de veículos, a queima de combustíveis, madeira e carvão, lançados por pequenas e grandes chaminés, são fontes de poeira e fumaça que continuamente poluem o ar e podem causar doenças.
Por que arborizar?
As plantas proporcionam conforto ambiental, porque interceptam, absorvem e refletem os raios solares. As áreas bem arborizadas apresentam temperaturas mais estáveis e em geral mais frescas. Além disso, podem ser plantadas árvores frutíferas, cujos frutos atraem pássaros. Os pássaros ajudam a espalhar as sementes que produzem novas plantas e ajudam no controle biológico dos insetos.
As árvores são como bombas hidráulicas que, usando as suas raízes, trazem a água do subsolo para a atmosfera. Elas refrescam e tornam a umidade relativa do ar mais apropriada para os seres humanos.
Praças, ruas e residências bem arborizadas, contribuem para a retenção de materiais poluentes. Quando o ar poluído passa pela copa das árvores, diminui a velocidade, permitindo a deposição das partículas sobre a superfície das folhas. Outra vantagem é que as folhas das árvores absorvem gases tóxicos como o dióxido de enxofre e de carbono.
Os benefícios sociais da arborização urbana são uma conseqüência natural. O equilíbrio climático e o controle da poluição não são os únicos resultados, uma boa arborização também ajuda a saúde física e mental da população. O paisagismo bem feito aumenta também o valor das propriedades, pelo conforto e beleza, gerando benefícios na área turística. Felizmente já temos no Brasil alguns exemplos de cidades que estão beneficiando muito pelo fato de terem uma boa arborização associada a um belo paisagismo. Praças e parques arborizados são espaços que convidam e atraem as pessoas para momentos de lazer, descanso e reflexão. Segundo a Associação Brasileira de Arborização Urbana o índice ideal de áreas verdes nas cidades é de 15 m2 por habitante.
Texto: Miriam Prochnow - Pedagoda, Especialista em Ecologia
O CEAJ - Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville juntamente com outras instituições e profissionais entraram nesta discussão em torno da derrubada das árvores da Beira Rio e Rua XV de Novembro, manifestando-se contrário a poda e retirada de árvores sem qualquer critério ou antes que o município tenha um Plano de Arborização. Este debate começa a ter frutos quando a FUNDEMA, órgão responsavel pela manutenção da arborização promove um debate sobre o assunto estabelecendo um ponto de partida para a o debate e proposição de um amplo programa de arborização na cidade, para o bem da qualidade de vida de todos os habitantes de Joinville.
FALTAM 20 DIAS PARA A SOEAA
Estamos a 20 dias da 67ª Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia (Soeaa) e do 7º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que serão realizados em Cuiabá (MT). Nesses eventos queremos fazer uma análise do cenário mundial para os próximos 10/12 anos. Vamos debater com especialistas e a expectativa é muito positiva.
Para esse ano, existem projeções de crescimento da economia brasileira da ordem de 7%. Para os próximos, há perspectivas de que podemos estar entre as cinco maiores economias do mundo. Precisamos, então, discutir as ações necessárias em termos de formação profissional e educacional e de infraestrutura, para viabilizarmos essa perspectiva.
Esse é um dos objetivos da 67ª Soeaa, que vai apresentar aos candidatos à Presidência da República uma série de propostas para seus programas de governo, abordando temas essenciais para o desenvolvimento sustentável brasileiro, como energia, transportes, habitação, mobilidade, saneamento, meio ambiente, recursos hídricos educação e outros. Da mesma forma, queremos ouvir suas visões sobre as medidas de curto, médio e longo prazo que possam viabilizar esse crescimento.
É preciso que as categorias se mobilizem junto com a sociedade para construirmos um planejamento próprio e não apenas acatarmos programas de candidatos ou de eleitos. A sociedade precisa se organizar de tal maneira que, independentemente do rodízio entre partidos e políticos, saiba para onde quer ir. E aí, cada engenheiro, arquiteto, agrônomo, geógrafo, geólogo, meteorologista, técnico ou tecnólogo tem um papel importante a desempenhar na sua comunidade e é isso que queremos com a mobilização de todos.
Nesse sentido, no CNP iremos debater propostas para o sistema profissional provenientes de uma grande mobilização que envolveu cerca de 560 pré-eventos em todo o país. Ao todo, os 27 congressos estaduais geraram 557 propostas que foram reduzidas a 100, de âmbito nacional: 55 incluídas nos cinco eixos temáticos pré-estabelecidos e 45 que não foram claramente identificadas com esses eixos. Há propostas realmente inovadoras, que refletem o objetivo de construirmos uma agenda estratégica com a visão do sistema profissional em 2022.
Contamos com sua participação nesse mês, do dia 22 a 25, em Cuiabá!
Marcos Túlio de Melo
Presidente do Confea
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
ESTE É O BRASIL QUE NÓS FIZEMOS...
O Brasil é um páis que tem muitas curiosidades, muitas delas deveriam nos envergonhar. Porém parece que convivemos com muitos absurdos sem qualquer sentimento de responsabilidade ou culpa. Enfim, nossa responsabilidade foi colocar os políticos que fazem deste país um paraíso de corrupção e impunidades através do nosso voto. Faça uma valiação dos políticos em que você já votou para saber em quantos escandalos ele já foi envolvido ou esta citado. Faça algumas consultas para obter informações sobre o carater e a vida da pessoa em que você votou, se ele mudou sua condição de vida e se ele apenas aparece em época de eleição.
Procure saber como o seu, o meu, o nosso voto serviu para que os políticos eleitos se beneficiem do cargo no qual ele deveria tarbalahra pelo nosso país, mas apenass cuidou dos seus interesses e daqueles que o certcam, assaltando os cofres públicos como podemos constatar pelas informações que seguem:
Procure saber como o seu, o meu, o nosso voto serviu para que os políticos eleitos se beneficiem do cargo no qual ele deveria tarbalahra pelo nosso país, mas apenass cuidou dos seus interesses e daqueles que o certcam, assaltando os cofres públicos como podemos constatar pelas informações que seguem:
- Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel, do que um oficial da marinha para comandar uma fragata;
- Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um caça supersônico;
- Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados;
- Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional;
- Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
- Um barbeiro do Senado ganha duas vezes mais do que o um médico especialista com dedicação integral em hospital público.
Isto é apenas um pequena amostra dos absurdos que acontecem no Brasil, não apenas no âmbito do Congresso Nacional, mas também nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.
Foi o nosso voto que permitiu estes abusos e absurdos, este mesmo voto que pode mudar um país eliminando as desigualdades sociais e as injustiças. O votoé o principal instrumento para iniciar o extermínio da corrupção, do crime, da impunidade, dos mensalões, dos políticos ladrões que se espalham por este país.
VOTE CERTO E COM CONSCIÊNCIA.
PROCURE INFORMAÇÕES ANTES DE DECIDIR SEU VOTO;
PROCURE SABER SE O CANDIDATO ESCOLHIDO É HONESTO, NÃO TEM PROCESSOS NA JUSTIÇA, NUNCA FOI CONDENADO OU ENRIQUECEU ILICITAMENTE;
NÃO VOTE POR INSTINTO OU INDICAÇÃO;
NÃO JOGUE SEU VOTO NO LIXO, POIS O PAÍS E VOCÊ IRÃO PARAR NO MESMO LUGAR.
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