Alguns casarões foram demolidos na calada da noite ou, em nome de uma "reforma" e do vil metal, passaram a receber toda a ordem de enxertos, aumentos e ampliações. Ilegais aos olhos da legislações, cada vez mais as ocupações vem chegando a beira das ???calçadas???, que aos poucos vão sendo tomadas para dar lugar a mesinhas, explusando definitivamente pedestres do seu direito de ir e vir com segurança. Sobram algumas casas ainda visíveis, mas estão com seus dias contados.

Mas por detraz das novas fachadas com filetes de madeira (será que meus colegas arquitetos não tem outra solução?) e de tantos front lights, estão casarões de beleza singular que foram descaracterizados, invadindo recuos e jardins e, agora, passam a ocupar também os passeios.
Poderiam compor uma paisagem e arquitetura mais particular e peculiar desta cidade, resgatando talvez algumas identidades perdidas e, assim, promover locais de verdadeira gastronomia, coisa que não existe alí. O que temos é a "macdonalização" de prédios e comidinhas temáticas, nada que possa entrar numa classificação estrelada do Guia 4 Rodas.
Poderiam compor uma paisagem e arquitetura mais particular e peculiar desta cidade, resgatando talvez algumas identidades perdidas e, assim, promover locais de verdadeira gastronomia, coisa que não existe alí. O que temos é a "macdonalização" de prédios e comidinhas temáticas, nada que possa entrar numa classificação estrelada do Guia 4 Rodas.
A "Via Gastronômica" de Joinville nasceu pretenciosa e, assim como outras tantas pretenções locais (arenas, teatros, megacentros, parques, etc.), ficou no caminho e se vulgarizou pela mesmice e pouca qualificação, resumindo-se a uma sequencia de "barzinhos". É isto! Talvez ela deveria se chamar a "Via dos Barzinhos". Seria mais honesto e, talvez sendo apenas barzinhos, poderiámos resgatar a bela arquitetura que vem sendo escondida, alterada, invadida e destruída, num completo desrespeito dos que pedem e concedem alvarás.
A arquitetura a que faço referência existe, está lá bastando um pouco de sabedoria para trazê-la á tona sem que, para isto, fossem quebrados qualquer encantos ou pretensões.