Fica fácil falar de mobilidade, de tirar os carros particulares de circulação, quando se oferecem alternativas de transporte e deslocamento eficientes, inteligentes e sustentáveis. Mas num país em que produzir automóveis é o que há de melhor para aquecer a economia, o transporte público é um lixo, e os caminhos dos pedestres são obstáculos, fica difícil sustentar o discurso. Um papo não fecha com o outro.
Sérgio Guilherme Gollnick - Textos, opiniões, debates, fotos, curiosidades e tudo mais que tenha haver com o cotidiano, a arquitetura, o urbanismo, as políticas públicas, as tecnologias e demais aspectos relacionados com a vida nas cidades.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
JOINVILLE - 100 PROMESSAS, POUCAS REALIZAÇÕES
OBSERVATÓRIO POLÍTICO - PROMESSAS PARA SEREM CONFERIDAS
As promessas de Carlito Merss (PT)
Coligação Joinville de Toda Sua Gente (PT-PR)
01 — Reduzir comissionados (cabos eleitorais)
02 — Implantar o orçamento participativo
03 — Colocar a execução orçamentária na internet diariamente
04 — Tornar pública a planilha de gastos das empresas de ônibus
05 — Meia-tarifa de ônibus para estudantes, com critérios sociais
06 — Aumentar os salários dos médicos da Prefeitura
07 — 70% do esgoto de Joinville tratado até 2012
08 — Criar condições para despoluição gradativa do rio Cachoeira
09 — Informatizar os sistemas para desburocratizar a concessão de alvarás e licenças
10 — Construir o Eixo Norte-Sul com quatro elevados
11 — Construir ponte ligando o Ademar Garcia ao Boa Vista
12 — Duplicar a avenida Marquês de Olinda
13 — Terminar a avenida Almirante Jaceguay
14 — Construir dois restaurantes populares, um na zona Sul e outro na zona Norte
15 — Concluir as obras paradas na área de saúde, como a ampliação do São José e a construção do PA Aventureiro e posto do Floresta
16 — Discutir a municipalização do Hospital Regional e da Maternidade Darcy Vargas
17 — Aumentar a cobertura do Programa de Saúde da Família para 70% até 2012
18 — Construir um parque na Estação Ferroviária e concluir os dez parques projetados pelo Ippuj
19 — Ampliar os cursos profissionalizantes por meio da Fundamas
20 — Concluir os binários planejados pelo IPPUJ
21 — Atingir os 180 km de ciclofaixas e ciclovias
22 — Universalizar o atendimento da educação infantil, com a construção de novos CEIs, com a ampliação dos convênios com creches comunitárias e domiciliares
23 — Construir mais escolas e acabar com o turno intermediário
24 — Pagar aos professores 20% de adicional para planejamento das aulas
25 — Regulamentar o repasse da Prefeitura para a oferta de bolsas e a manutenção da Univille
26 — Transformar os PAs em policlínicas especializadas
27 — Construir um hospital na zona Sul
28 — Dar início à segunda fase do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador
29 — Vai tentar a volta do Flotflux
30 — Vai mudar o sistema de limpeza urbana
31 — Todas as escolas municipais terão banda larga
32 — Vai aumentar o número de bolsas universitárias
33 — Vai mudar a pavimentação pavimentária
34 — Vai criar uma festa nos moldes da Fenachopp
35 — Vai manter o terminal de ônibus no Centro
36 — Vai mudar as regras do patrimônio histórico
37 — Pagar adicional de insalubridade para agentes comunitários de saúde
38 — Ampliação do horário de atendimento das unidades de saúde
39 — Promover a integração completa da rede municipal com o Samu e com os bombeiros voluntários
40 — Eliminar a defasagem de 360 leitos hospitalares com a construção do hospital na zona Sul e otimização do sistema hospitalar do SUS
41 — Rejeitar a terceirização da saúde, via organizações sociais
42 — Finalizar a construção do Centro de Controle de Zoonoses
43 — Reduzir gradativamente o número de alunos por sala aula nas escolas municipais
44 — Criar telecentros de inclusão digital nos bairros
45 — Ampliar a guarda municipal e a vigilância eletrônica das escolas
46 — Autonomia para a administração escolar
47 — Criação de um Centro de Formação de Professores, em parceria com as universidades e centros de formação
48 — Ampliação de 2 para 10 o número de bolsas de estudo para mestrado e doutorado por ano para os professores da rede municipal
49 — Erradicação total do analfabetismo até 2012
50 — Construção da Casa de Passagem (albergue) para população que vive na rua
51 — Criar o núcleo municipal da imagem e do som e transformar os auditórios dos centros sociais urbanos em teatros de bolso
52 — Transformar a Cidadela Cultural Antarctica em sede da Fundação Cultural
53 — Transferir a administração da Biblioteca Pública Municipal, Centreventos Cau Hansen e Cidadela Cultural Antarctica para a Fundação Cultural
54 — Construir o Teatro Municipal de Joinville com capacidade para 1.500 lugares
55 — Incentivos fiscais para bares e restaurantes que oferecerem música ao vivo
56 — Promover um festival de Cinema de Joinville
57 — Criação de um Fundo Municipal de Esporte, com recursos vinculados à arrecadação do ISSQN e do IPTU
58 — Construção de uma pista de atletismo municipal
59 — Implantar o Parque da Estação Ferroviária, com local para caminhadas e quadras poliesportivas
60 — Projeto Praça Jovem — construção de quatro pistas para prática de skate e patins (Centro, Vila Nova, Fátima e Jardim Paraíso)
61 — Promover o domingo livre, um domingo por mês de passagem de ônibus gratuita
62 — Reestruturar o programa de asfaltamento em parceria com a comunidade, ampliando o prazo de pagamento das benfeitorias para 48 meses
63 — Adotar o sistema informatizado de trânsito inteligente, com sincronização dos sinaleiros e monitoramento do transporte coletivo
64 — Criar abrigos padronizados para táxis, com banheiros públicos, bebedouros, telefones e áreas de repouso
65 — Modernizar os abrigos dos pontos de ônibus
66 — Recuperar o trapiche do Espinheiros e ampliar o espaço de ancoragem gratuita para navegação popular
67 — Melhorar a manutenção da Estação Rodoviária
68 — Reformar a passarela do Santos Anjos e revitalizar a JK
69 — Possibilitar aos usuários de baixa renda pagar apenas o que consomem de água
70 — Municipalizar o SINE, criando um sistema municipal de empregos
71 — Cobrar TLL apenas na abertura e na mudança de endereço das empresas
72 — Promover anualmente a Feira de Alimentos da Agricultura Familiar no Centro Edmundo Dobrawa
73 — Aumentar o quadro de servidores para assistência técnica e extensão rural da Fundação 25 de julho (10 novos servidores na área de engenharia agronômica, engenharia florestal, biologia e outros)
74 — Implantar um centro tecnológico em pesquisa aqüícola e em agroecologia
75 — Informatizar os postos de informação turística
76 — Criar o Fundo de Turismo a partir da arrecadação de multas, estacionamentos públicos, parcerias, editais, etc
77 — Descentralizar o atendimento dos serviços municipais, nas regionais, com um sistema municipal de tele-informação
78 — Ampliar a licença de gestante da servidora pública e da mãe adotiva para seis meses
79 — Estabelecer uma meta de 30% dos cargos de chefias ocupados por mulheres
80 — Criar a Secretaria de Segurança Pública e Cidadania
81 — Negociar com o Ministério da Defesa a possibilidade de transferência do 62° BI para um bairro não central, como o Jardim Paraíso
82 — Implantar o disk-denúncia municipal
83 — Criar o Fórum Permanente Municipal das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
84 — Criar o Código Municipal de Direitos e Deveres do Contribuinte
85 — Criar condições para a ampliação da pista do aeroporto
86 — Construir um PA na zona Oeste
87 — Manter as figueiras da avenida Beira-rio e concluir o projeto do Boulevard do Rio Cachoeira
88 — Modernizar o sistema de zona azul
89 — Implantar o IPTU progressivo
90 — Conceder gratuidade na tarifa de ônibus para pessoas com mais de 60 anos (hoje a idade é 65 anos)
91 — Construir reservatórios para acabar com os alagamentos
92 — Reformular as secretarias regionais
93 — Remodelar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e ampliá-la
Promessas do 2º Turno
94 — Fortalecer o carnaval de rua
95 — Implantar o pólo de cinema
96 — Descentralizar as ações da Casa de Cultura
97 — Iniciar discussões sobre o anel viário
98 — Discutir o tombamento do rio Cachoeira
99 — Fazer um parque na Expoville
100 — Construir um ginásio para 10 mil pessoas
AN.COM.BR - http://www.clicrbs.com.br/anoticia/j...D=a2183237.xml
sábado, 21 de maio de 2011
"Empowerment" (empoderamento) e Planejamento Participativo
Planejamento Participativo: Por que e Para que?
Por Hilda Fadiga de Andrade
Diante dos desafios do mundo de hoje já não se justifica a existência de organizações hierárquicas e verticalizadas; emergem estruturas horizontais com a definição clara de políticas que possibilitem a fluidez das informações, o trabalho em equipe com uma melhor distribuição de responsabilidades e a democratização da tomada de decisões, enfatizando-se a coordenação de ações entre os diferentes setores da organização.
Essa concepção de estrutura da organização se relaciona com o conceito de "Empowerment" (empoderamento) , tão falado, e que na realidade significa: poder com os outros, poder em conexão, poder em relação. Esse conceito nasce de uma proposta de desenvolvimento sinérgico e não hierárquico, que se estabelece através de relações mútuas de poder entre o pensar e o agir, o decidir e o executar, assumindo como principio que a efetividade de um processo está na capacidade de entender que o poder emana da responsabilidade de cada um e não da posição hierárquica que ocupa na organização. Todos têm um nível de responsabilidade, que se transforma em co-responsabilidade na tomada e execução das decisões.
O conceito de empoderamento está relacionado com o de potenciação. Ao exercer o poder de forma cooperativa estou potencializando os demais, ao mesmo tempo que a mim mesmo. Essa interrelação se estabelece a partir da identificação de objetivos comuns e/ou complementares cuja realização se assegurará com a participação de todos os envolvidos no processo, possibilitando uma maior coerência entre o discurso e a prática.
Numa perspectiva de uma metodologia participativa que vise o empoderamento dos parceiros nos mais diferentes níveis, através da atividade de planejamento, podem-se criar as condições de participação para as diferentes instâncias da organização: direção, setores de gestão e execução, entidades mantenedoras ou de cooperação e beneficiários.
A prática do empoderamento no interior da organização potencializa as diferentes habilidades e capacidades, criando condições para uma maior otimização e racionalização dos recursos tanto humanos como materiais e financeiros. Em um nível mais amplo, a articulação com as diferentes instâncias da sociedade permite uma ampliação da capacidade de ação, uma complementariedade de experiências e especialidades, diminuindo custos e permitindo um trabalho com mais qualidade.
O planejamento participativo não dispensa uma coordenação que vai exercer um papel de liderança que é o de articular e catalizar os diferentes interesses e potenciais, no sentido de que cada parte envolvida tenha uma forma de participação nas deliberações e se responsabilize pelos resultados. A liderança é incentivadora, dinamizadora, facilitadora do processo, tendo como principal instrumento a informação e a formação nos mais diferentes níveis.
Trabalhar um processo participativo de planejamento permite:
- maior consciência sobre a missão da organização;
- um melhor entendimento da estrutura da organização e da relação do ambiente interno com o contexto social, económico e político;
- a criação de novos instrumentos de análise e previsão;
- estabelecimento de critérios para a definição de prioridades e alocação de recursos;
- formas de aprendizado reciproco;
- uma melhor compreensão das dificuldades enfrentadas nas diferentes instâncias da organização e maior cooperação entre elas;
- uma maior cooperação entre as diferentes instâncias no sentido de obter maior eficiência e eficácia, abrindo caminhos para novas formas de gestão, aumentando a capacidade de resposta às demandas tanto internas como externas;
- uma otimização dos recursos disponíveis, possibilitando uma relação mais positiva entre custos e benefícios, diminuindo o peso dos gastos administrativos;
- a definição clara de funções e a articulação funcional e operativa entre as diferentes instâncias;
- uma consciência da globalidade e interdependência entre as diversas actividades.
- Uma consciência da responsabilidade de cada um na obtenção dos resultados.
O Planejamento participativo permite coordenar idéias, ações, perspectivas e compartilhar preocupações e utopias, em vez de priorizar a conformação de instâncias formais e estáticas.
Não cremos que haja um "modelo" para isso. De acordo com as caracteristicas próprias de cada coletivo, encontrar-se-á o mais adequado. Em todo caso, deve contribuir para maior eficácia, clareza e profundidade no que se faz.
Materiais consultados:
- Menchú Ajamil - A mulher em posição de liderança e gerência: experiências do norte e do sul.
- Paulo Roberto Motta - Gestão estratégica
- Documentos de discussão interna do CEAAL - Conselho de Educação de Adultos da América Latina
- Angelo Dalmás - Planejamento Participativo na Escola
sexta-feira, 20 de maio de 2011
UM RELATO MUITO PREOCUPANTE
Caros Amabianos
Ontem realizou-se mais uma reunião conjunta das Câmaras Setoriais na ACIJ.
As sugestões da maioria das Câmaras não foram aceitas, bem como as nossas, com destaque para a testada mínima de 12m em substituição a proposta de 8m.
Resta-nos a Reunião do Conselho Consultivo e Deliberativo, (com redução gradativa na participação do nosso representante, candidato a Prefeito) e lá na frente a audiência pública na CVJ, ou seja, cada vez mais difícil.
A perda de paciência está recorrente, inclusive com o expositor e asseclas, principalmente por querer levar a apresentação sem debates, o que é um absurdo. A discussão engrossou ontem.
Por insistência na reunião anterior, pela apresentação dos princípios e diretrizes da mobilidade que nortearam a proposta da nova Lei de Ordenamento Territorial, foi apresentado um material com alguns dados de mobilidade (o material completo com mais de 80 quadros - está no site do IPPUJ -www.ippuj.sc.gov.br, na página do Conselho da Cidade, item Documentos em Análise - item 15)
Destaco 3 quadros sobre a mobilidade em Joinville, em anexo:
Quadro 52 - Observem as viagens de automóveis + motos = 40,49% , enquanto transporte coletivo apenas 24,56%, menor que a pé ou bicicleta com 34,24%.
Quadro 53 - Este padrão de 40,49% se comparado com o Benchmark Brasil para cidades até 500mil habitantes, demonstra um desvio de 37%, amenizado para 10% para a faixa de cidades entre 500 a 1.000 mil (como aponta a seta do autor).
Quadro 56 - A decrescente participação do transporte coletivo em relação a população da cidade é assustador. Já caiu 23% de 2000 para 2010. Informação do apresentador: enquanto Joinville transporta 24,86% da sua população dia, Curitiba transporta 100%.
Aí está Curitiba com suas áreas verdes, zoneamento, transporte e outros destaques mais, para ser copiado, sem pudores, seguindo o principio maior no assunto, conforme Lavoisier. O problema é os brios dos nossos planejadores que não aceitam copiar, sem adaptar, desconfigurar e esculhambar.
Lauri do Nascimento
Presidente da AMABA
Nota do Post.:
A fórmula que o Governo Municipal vem adotando, através do IPPUJ e dos representantes do governo no Conselho da Cidade, em relação ao Plano Diretor é absurdamente autoritária, ferindo todos os princípios que regem o Estatuto das Cidades e a Lei do Plano Diretor de Desenvolovimento Sustentável de Joinville. Quem está responsável pela condução da regulamentação do Plano Diretor não participaou de sua formulação, foi omisso, ausente e, enqunto pode, tentou barrar a participação da sociedade.
Digo mais, o representante do poder público passa a impressão de exercer relações de compromissos com alguns membros do Conselho da Cidade que exercem forte pressão nas reuniões e que apenas desejam preservar interesses privados, sem qualquer compromisso com a cidade e seu futuro ou com políticas públoicas sutentáveis.
Por fim, resta-me uma dúvida se posso configurar as atitudes de alguns membros do Poder Público Municipal no Conselho da Cidade de incompetentes ou carentes de cárater para ocargo que exercem.
É, na minha visão, dentre todas as mazelas que percebemos na condução dos destinos da cidade, a pior herança deste governo, pois o efeito destas atitudes na formulação das leis complementares do Plano Diretor será como a radiação nuclear, não pode ser vista, mas será inexorávelmente fatal para o futuro da sustentabilidade de Joinville.
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