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quinta-feira, 23 de junho de 2011

CONTOS DA CAROCHINHA

Deu no site do IPPUJ

"Prefeito Carlito e arquitetos do Ippuj participam de reunião na Associação Empresarial de Criciúma

Com a presença de empresários, delegados do plano diretor, políticos e arquitetos, a Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), o prefeito de Joinville, Carlito Merss, apresentou o modelo de planejamento da cidade de Joinville, na noite de segunda-feira  (6/06). Ele salientou que Joinville tem semelhanças com Criciúma e tem trabalhado para o adensamento do centro da cidade.

Este projeto visa resgatar a vida na área central da cidade, aproveitando melhor os equipamentos urbanos existentes, reduzindo distâncias e permitindo significativa economia para a cidade. "Ter uma cidade muito espalhada como Joinville custa muito caro, por isso estamos trabalhando projeto de adensamento da área central", observou Merss. Para tanto, o objetivo é garantir uma verticalização do centro da cidade, levando em conta um plano diretor estruturado e respeitando a sustentabilidade e o meio ambiente.

O gerente de Planejamento da Fundação Ippuj, Gilberto Lessa dos Santos, apresentou mapas e o modelo de planejamento urbano definidos pelo plano diretor, aprovado em 2008. Ele salientou que a opção feita no município foi por um plano diretor que fosse sendo complementado. Essa complementação está sendo feita em etapas, com leis sugeridas pelo conselho das cidades e levadas à aprovação pela Câmara de Vereadores.

Segundo Santos, essa estratégia permitiu que a análise do plano fosse mais rápida de que os encaminhamentos fossem melhor discutidos através das leis complementares. O gerente executivo da Fundação Ippuj, Vladimir Constante, também esteve na reunião da entidade. Para o presidente da ACIC, Olvacir José Bez Fontana, o objetivo da entidade é trazer uma outra ótica para a discussão do desenvolvimento da nossa cidade, bem como contribuir para o desenvolvimento com modelos bem estruturados como de Joinville."

O que será que o prefeito e sua trupe foi falar em Criciúma? Dá vontade de ir lá para saber mais detalhes e contar para meus amigos criciumenses a outra face da estória do “urbanismo oficial”...

Diz o texto do IPPUj que eles foram falar que:

  • Joinville um Modelo de Planejamento (Qual modelo?)
  • Que Joinville é parecida com Criciúma (Em qual parte somos parecidos?)
  • Que estamos fazendo um projeto de adensamento da área central garantindo a verticalização (quem esta garantindo isto se nada ainda está deicidido ou votado?)
  • Que o planejamento esta respeitando a sustentabilidade e o meio ambiente (Propondo ARTs, sem qualquer compensação ambiental, por viabilizar a ocupação urbana em áreas ambientalmente frágeis, com risco de inundações ou para favorecer empreendimentos privados e a mais valia para especuladores da noite para o dia...);
  • O Plano Diretor, por opção, esta sendo feito por etapas. (De quem foi a opção?);
  • O Planejamento Urbano de Joinville é um modelo bem estuturado (o que?????)
    Desculpem os leitores deste blog, mas já estou cansado de ver os velhos e os novos protagonistas do "urbanismo oficial" contando estas estórias da carochinha, num faz de conta de dar dó. Porque não fazem esta mesma palestra por aqui?

    .

sexta-feira, 20 de maio de 2011

UM RELATO MUITO PREOCUPANTE

Caros Amabianos

Ontem realizou-se mais uma reunião conjunta das Câmaras Setoriais na ACIJ.

As sugestões da maioria das Câmaras não foram aceitas, bem como as nossas, com destaque para a testada mínima de 12m em substituição a proposta de 8m.

Resta-nos a Reunião do Conselho Consultivo e Deliberativo, (com redução gradativa na participação do nosso representante, candidato a Prefeito) e lá na frente a audiência pública na CVJ, ou seja, cada vez mais difícil.

A perda de paciência está recorrente, inclusive com o expositor e asseclas, principalmente por querer levar a apresentação sem debates, o que é um absurdo. A discussão engrossou ontem.

Por insistência na reunião anterior, pela apresentação dos princípios e diretrizes da mobilidade que nortearam a proposta da nova Lei de Ordenamento Territorial, foi apresentado um material com alguns dados de mobilidade (o material completo com mais de 80 quadros - está no site do IPPUJ -www.ippuj.sc.gov.br, na página do Conselho da Cidade, item Documentos em Análise - item 15)

Destaco 3 quadros sobre a mobilidade em Joinville, em anexo:

Quadro 52 - Observem as viagens de automóveis + motos = 40,49% , enquanto transporte coletivo apenas 24,56%, menor que a pé ou bicicleta com 34,24%.

Quadro 53 - Este padrão de 40,49% se comparado com o Benchmark Brasil para cidades até 500mil habitantes, demonstra um desvio de 37%, amenizado para 10% para a faixa de cidades entre 500 a 1.000 mil (como aponta a seta do autor).

Quadro 56 - A decrescente participação do transporte coletivo em relação a população da cidade é assustador. Já caiu 23% de 2000 para 2010. Informação do apresentador: enquanto Joinville transporta 24,86% da sua população dia, Curitiba transporta 100%.

Aí está Curitiba com suas áreas verdes, zoneamento, transporte e outros destaques mais, para ser copiado, sem pudores, seguindo o principio maior no assunto, conforme Lavoisier. O problema é os brios dos nossos planejadores que não aceitam copiar, sem adaptar, desconfigurar e esculhambar.

Lauri do Nascimento
Presidente da AMABA



Nota do Post.:

A fórmula que o Governo Municipal vem adotando, através do IPPUJ e dos representantes do governo no Conselho da Cidade, em relação ao Plano Diretor é absurdamente autoritária, ferindo todos os princípios que regem o Estatuto das Cidades e a Lei do Plano Diretor de Desenvolovimento Sustentável de Joinville. Quem está responsável pela condução da regulamentação do Plano Diretor não participaou de sua formulação, foi omisso, ausente e, enqunto pode, tentou barrar a participação da sociedade.

Digo mais, o representante do poder público passa a impressão de exercer relações de compromissos com alguns membros do Conselho da Cidade que exercem forte pressão nas reuniões e que apenas desejam preservar interesses privados, sem qualquer compromisso com a cidade e seu futuro ou com políticas públoicas sutentáveis.

Por fim, resta-me uma dúvida se posso configurar as atitudes de alguns membros do Poder Público Municipal no Conselho da Cidade de incompetentes ou carentes de cárater para ocargo que exercem.

É, na minha visão, dentre todas as mazelas que percebemos na condução dos destinos da cidade, a pior herança deste governo, pois o efeito destas atitudes na formulação das leis complementares do Plano Diretor será como a radiação nuclear, não pode ser vista, mas será inexorávelmente fatal para o futuro da sustentabilidade de Joinville.