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domingo, 27 de fevereiro de 2011

PAGANDO MICO 01 - ONDE ANDA O JET BUS?


Inicio este post com o título "Pagando Mico", onde serão postados diversos engodos e mentiras pregadas à população nos últimos tempos. O primeiro é sobre o Jetbus que foi alvo de muitas reportagens em Joinville. Voces lembram?

Inaugurado com pompa e circunstâncias, pelo menos umas tres vezes, o jetbus de Joinville nunca mais apareceu nas águas da Babitonga nem nas páginas dos jornais. Onde anda este meio de transporte que consumiu dinheiro público a rodo? Eis as notícias que circularam há pocuo mais de dois anos trás:


JetBus é inaugurado em Joinville

As viagens comerciais começam neste sábado

Rodrigo Stüpp


Com fogos de artifício e até champanhe, foi inaugurado o JetBus. O barco que fará a travessia entre Joinville e São Francisco do Sul todos os dias zarpou na manhã desta sexta-feira. A primeira viagem oficial foi cheia de autoridades.

Na cerimônia de inauguração, o governador Luiz Henrique lembrou a luta para fazer o projeto andar.

— Faz dez anos que lutamos por isso. Houve problemas de todos os lados, mas conseguimos, e este é um momento muito importante — disse LHS.

Depois da queima de fogos e o buzinaço, o JetBus zarpou e chamou a atenção de quem mora às margens do cachoeira. Acenos, fotos e vídeos vinham das casas e também da Ponte do Trabalhador, por onde o barco também passou.

As viagens comerciais começam neste sábado. Os horários são mais ou menos regulares, mas dependem da maré, por causa da pouco profundidade do rio Cachoeira em alguns pontos.
 
Nota do Blogueiro:  Se tiverem alguja contribuição, por favor encaminhem.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

JÁ FAZ TEMPO QUE A SITUAÇÃO É A MESMA...

Os relatos abaixo foram extraídos da publicação elaborada pelo engenheiro Fernando Camacho entitulada: "O ACERVO HISTÓRICO DO RIO CACHOEIRA", que utilizou diversas fontes de informações da história de Joinville onde constam relatos sobre enchentes as quais reproduzo parcialmente a seguir:

(...) Ainda ao longo dos anos de 1878 e 1880, cabe ressaltar entre outros, os seguintes acontecimentos envolvendo o Rio Cachoeira (segundo o Livro de Atas da Câmara Municipal de Joinville):

  • Em 29/04/1878, é formulada uma reclamatória de que a água do Rio Mathias não tinha livre esgoto por causa de uma obra feita no leito do mesmo;
  • Em 13/05/1878, é requerida, por um cidadão, a limpeza do Rio Águas Vermelhas, que, passando em seus terrenos, causa sérios danos neles, por não poder esgotar suas águas;
  •  Em 03/03/1879, foi solicitado outro pedido de recurso ao Governo Imperial para a construção de um caís no porto de Joinville e também para melhorias no canal do Rio Cachoeira;
  •  Em 15/12/1879, é feito um abaixo-assinado contra o abuso praticado por um cidadão no leito do Rio Cachoeira, onde em conseqüência de uma obra construída, foi impedido e embaraçado o fluxo d’águas no Rio Mathias;
  •  Em 14/06/1880, foi requerido, por um cidadão, licença para o estabelecimento de um curtume situado num terreno além do Rio Cachoeira,
(...) Em 1877, toma posse a nova Câmara Municipal, sendo eleito Presidente, o Sr. FREDERICO BRUSTLEIN.


(...) Uma grande enchente, resultante de 3 dias de chuva, deu-se neste ano, inundando o porto e elevando o nível das águas do Rio Cachoeira a 1,5m acima do nível das ruas mais baixas, chegando a entrar até pelas janelas das residências, causando danos.

(...) O ano de 1906 marcou várias inaugurações na cidade, tais como do Hospital Municipal; a Estrada de Ferro entre Joinville e São Francisco e do Mercado Municipal. A localização do Mercado Municipal foi objeto de muita polêmica. A decisão coube ao Superintendente, que assim se manifestou sobre o assunto:

(...) “Constituindo o charco do porto dessa cidade um foco de exalações mefíticas, que, além de desagradável à vista e ao olfato, era um perigo constante, sobretudo para os aterrá-lo, dele me servindo para o local em que veio a ser construído o mercado, medida essa com que ficou resolvido o principal ponto do saneamento público”(...).

O acontecimento marcante, no entanto, no início deste ano, foi uma grande enchente, resultado de uma forte chuva. O Ribeirão Mathias, cujo leito achava-se cheio de troncos de árvores que prendiam, na passagem, matos, latas velhas e arvoredos e impediam a correnteza das águas, transbordou, inundando vários pontos do seu curso.

Na região do Cubatão, as águas levaram dois cavalos, porcos, aves e todas as plantações. Houve muita destruição na Estrada Dona Francisca, caindo pontes e diversas barreiras. Várias casas desmoronaram. Parte do armazém e cais da Empresa Fluvial, à margem do Rio Cachoeira, ruíram.

O Ribeirão Mathias merecia atenção da imprensa, que acusava a Superintendência de não realizar obras como mandar endireitar suas encostas, consertando os desbarrancamentos que quase fechavam seu leito, impedindo a franca passagem das águas; o leito também encontrava-se cheio de focos de pau e pedras e...

“... Pelos barrancos das margens, há tanta mataria que o rio parece mais uma vala do que o já celebrado Mathias”...


Pelo jeito, em mais de 100 anos pouco aprendemos sobre as lições do passado.